Justiça
20/05/2026
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cobrou pressa para trazer a ex-deputada Carla Zambelli de volta ao Brasil. O magistrado acionou o governo federal para efetivar logo a repatriação da parlamentar, que se encontra na Itália.
A cobrança sobrou para o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e para o MRE (Ministério das Relações Exteriores). O setor de extradições do governo havia pedido ao Supremo garantias sobre as condições da futura prisão da brasileira.
Moraes reagiu e avisou que essa papelada, devidamente traduzida para o italiano, foi despachada ainda em novembro do ano passado. No despacho desta quarta-feira (20), o ministro ordenou o avanço imediato dos trâmites diplomáticos.
O ministro foi categórico em sua decisão para acelerar as providências internacionais.
“Tendo em vista o exposto, DETERMINO a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”
A ex-parlamentar viajou para a Europa em junho do ano passado após ser condenada a 10 anos e 8 meses de prisão. Ela foi apontada como a mente por trás de uma invasão cibernética ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Se pisar em solo brasileiro, o destino de Zambelli será a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida popularmente como Colmeia. A situação dela se complicou após uma nova condenação de 5 anos e 3 meses de reclusão.
Essa segunda pena decorre do rumoroso episódio em que a ex-deputada sacou uma arma no meio da rua em São Paulo. A perseguição armada contra um cidadão ocorreu na véspera do segundo turno da eleição de 2022.
Atualmente, Zambelli ocupa uma cela no presídio de Rebibbia, localizado na capital Roma. A Corte de Apelação daquela jurisdição já autorizou o envio da brasileira por duas vezes, uma para cada crime.
A defesa tenta reverter o jogo na Corte de Cassação alegando sofrer perseguição política em sua terra natal. Mesmo se os juízes europeus referendarem a extradição, a palavra final caberá exclusivamente ao ministro da Justiça da Itália.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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