Justiça
15/09/2026
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apresentou uma manifestação de 44 páginas e pediu a anulação do relatório da Polícia Federal relacionado ao chamado Caso Master. Ele classificou o procedimento como ilegal e afirmou que não há indícios de infração penal que justifiquem a investigação.
A manifestação, apresentada na noite desta segunda-feira (14), foi encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin. Moraes também afirmou que as acusações teriam motivação político-eleitoral e classificou a iniciativa como uma tentativa de “vingança”.
“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA”, declarou o ministro.
O documento reúne 121 tópicos e responde a questionamentos feitos por Fachin. Em 3 de setembro, o presidente do STF havia solicitado esclarecimentos a Moraes, André Mendonça, ao diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Moraes sustenta que a investigação não poderia ter sido instaurada daquela forma. Segundo ele, o procedimento não foi aberto pela PGR (Procuradoria-Geral da República) nem submetido previamente ao plenário do Supremo.
O ministro também questionou a cadeia de custódia das informações utilizadas na elaboração do relatório e levantou a possibilidade de participação de um órgão externo, inclusive estrangeiro. Para Moraes, as supostas irregularidades estariam ligadas a uma tentativa de interferência nas eleições de 2026 e teriam como alvo sua atuação em processos da Primeira Turma do STF.
Na manifestação, Moraes relacionou ainda o episódio às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo ele, a estratégia teria mudado após os atos de 8 de janeiro de 2023.
“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi”, escreveu Moraes.
A manifestação foi apresentada na véspera da sessão do STF que poderá discutir a validade do relatório e a possibilidade de investigação no Caso Master. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles, que teve acesso ao documento.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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