Algoritmos na urna

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Imagem criada por IA
Tribunal Superior Eleitoral estabelece regras mais restritas para uso da IA nas eleições deste ano.

Eleições

05/03/2026

As eleições de 2026 terão um novo protagonista — silencioso, veloz e potencialmente perigoso: a Inteligência Artificial.

De olho no impacto das tecnologias digitais no processo eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu apertar as regras. A corte proibiu a divulgação de conteúdo gerado ou manipulado por IA nas 72 horas que antecedem a votação e até 24 horas depois do pleito — um período considerado crítico para a circulação de desinformação.

Até então, a legislação eleitoral tratava sobretudo das chamadas deepfakes, exigindo apenas a identificação de conteúdos produzidos com inteligência artificial.
Agora, o cerco foi ampliado.

As plataformas digitais também passam a ter mais responsabilidades. Terão de apresentar relatórios periódicos sobre as medidas adotadas para mitigar riscos eleitorais — os chamados planos de conformidade — além de reforçar mecanismos de transparência e controle.

Outra mudança relevante está no campo jurídico: a Justiça Eleitoral inverteu o ônus da prova em casos envolvendo manipulação por IA. Na prática, ficará mais fácil para partidos e para o Ministério Público questionarem conteúdos suspeitos.

As resoluções também impõem limites à atuação de chatbots e assistentes virtuais, que não poderão recomendar voto nem tratar candidatos de forma diferenciada.

Em um cenário político cada vez mais mediado por algoritmos, o TSE tenta correr atrás do tempo para impedir que a tecnologia — criada para ampliar informação — seja usada como ferramenta de manipulação eleitoral.

Em 2026, mais do que nunca, a disputa também será travada no território invisível dos dados, códigos e algoritmos.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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