Economia
09/06/2026
O BRB (Banco de Brasília) registrou "possíveis perdas" de R$ 8,8 bilhões após auditar carteiras compradas do Banco Master. A revelação foi feita pelo presidente da estatal, Nelson Antônio de Souza, nesta terça-feira (9) no Senado Federal.
O executivo respondeu aos questionamentos na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). O furo jornalístico foi publicado originalmente por Felipe Salgado, do portal Metrópoles.
Nelson detalhou que o negócio total envolveu R$ 30 bilhões de fluxo financeiro. Desse montante, R$ 21,9 bilhões ficaram na instituição na forma de ativos.
“Desses R$ 30 bilhões transacionados, R$ 21,9 bilhões permaneceram no BRB como ativos. Dentro desse montante, R$ 12,2 bilhões deram origem à Operação Compliance Zero”, afirmou o gestor.
A auditoria interna acendeu o sinal vermelho ao analisar detalhadamente os papéis. “Foi identificado de imediato que R$ 2,6 bilhões, referentes à carteira Tirreno, não existiam, não tinham lastro nem qualquer respaldo”, declarou Nelson.
Após o susto com os dados fantasmas, a direção estendeu o pente-fino. “A partir daí, passamos a analisar todas essas carteiras para identificar o que efetivamente precisava ser provisionado”, emendou.
Para cobrir o buraco, o banco vai recorrer a um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O socorro faz parte de um acordo validado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) entre União, Banco Central e a instituição de Brasília.
O restante do prejuízo será compensado usando a securitização da dívida ativa do GDF (Governo do Distrito Federal). “A complementação dos R$ 8,8 bilhões virá por meio da securitização da dívida do GDF, estimada em R$ 52 bilhões. R$ 2,2 bilhões serão oriundos da securitização. Desse total, R$ 1,17 bilhão já está incorporado ao BRB”, concluiu.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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