Economia
10/06/2026
O setor de alimentação fora do lar no Brasil deve movimentar cerca de R$ 2,42 bilhões durante a Copa do Mundo de 2026. A projeção da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) indica uma alta real de 15,7% na comparação com o torneio de 2022.
A estimativa aposta na corrida dos torcedores aos estabelecimentos nos dias de partidas da seleção brasileira. Nesses períodos, os empresários costumam faturar alto com o aumento do público e do gasto médio por cliente.
Os dados mostram que os meses de junho e julho de anos com Mundial rendem faturamento 5,4% acima da média comum. Esse impacto ganha força graças às transmissões no período da tarde e da noite, que casam perfeitamente com o happy hour.
A entidade aposta em um cenário econômico mais favorável em relação à última edição da competição de futebol. Em 2022, o comércio enfrentava uma inflação nas alturas por causa de combustíveis e alimentos caros.
Cenário em 2022: o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulava amargos 11,9% na época.
Cenário atual (2026): o índice recuou para a casa dos 4%, dando um fôlego bem-vindo para os custos operacionais.
A calmaria nos preços dos alimentos ajuda a dar maior previsibilidade para os donos de estabelecimentos e alivia o bolso do consumidor. Esse fator ajuda a manter o cardápio mais estável e atrativo para a clientela.
A CNC conclui que a combinação de inflação controlada com o mercado de trabalho aquecido pavimenta o caminho para o sucesso comercial. Com mais renda disponível, o brasileiro tem tudo para festejar os gols da seleção consumindo muito mais.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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