Economia
02/07/2026
A Copa do Mundo de 2026 inflou o faturamento de bares e restaurantes no Rio Grande do Norte. Nos dias de jogos da Seleção Brasileira, o caixa de parte dos comércios chega a triplicar, informou a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Norte).
A febre do mundial gerou contratações, mudanças de horários e promoções pesadas. Contudo, o presidente da entidade, Thiago Machado, pondera que o empurrão financeiro é passageiro e não muda a realidade estrutural do setor.
O tamanho do investimento na estrutura para os torcedores depende diretamente do fôlego financeiro de cada proprietário. Grandes casas apostam em telões, som potente e decoração, enquanto os microempresários focam em descontos no cardápio atual.
“Quem tem fôlego financeiro consegue decorar as casas, contratar som, contratar telão. Quem não tem fôlego faz o que dá. Se mantém aí, faz algumas promoções com o cardápio que já existe”, explicou Machado, ao O Correio de Hoje.
O calendário das partidas forçou o comércio a abrir as portas em horários alternativos e de baixo movimento histórico. A adaptação das escalas de funcionários garantiu o atendimento ao público sedento por futebol em períodos incomuns.
“Não é um horário de happy hour e também não é um horário que a gente tenha histórico, pelo menos nesses três jogos passados dessa Copa. Então, as casas se adaptaram”, disse o dirigente.
O apito final não encerra o consumo, gerando uma alta de até 20% em lanchonetes e pizzarias após os confrontos. Segundo a associação, o público sai dos bares ou de reuniões caseiras direto para um lanche rápido.
Quem prefere o sofá de casa também movimenta a economia potiguar por meio de entregas. Cozinhas criaram combos de petiscos e pratos com camarão exclusivos para o período das transmissões.
Mesmo com o faturamento nas alturas, o mercado sabe que a euforia tem prazo de validade. A meta atual é aproveitar a confraternização para reforçar o caixa antes que o torneio chegue ao fim.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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