Política
18/03/2026
Acabou a novela da eleição indireta.
A governadora Fátima Bezerra decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato, em 5 de janeiro de 2027 — e virou a chave do jogo sucessório no Rio Grande do Norte.
A reviravolta foi anunciada em carta ao povo potiguar, lida pela própria governadora ao lado de auxiliares e aliados.
Mas a decisão não nasceu em Natal. Veio de Brasília.
Na segunda-feira, Fátima esteve com o presidente Lula, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Foi ali que o roteiro mudou.
Lula foi direto ao ponto: pediu que a governadora ficasse. O risco de o PT perder o controle do Executivo em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa pesou — e pesou muito.
Fátima ouviu. E acatou.
Como contrapartida, ficou no radar a possibilidade de espaço em um eventual novo governo Lula, a partir do próximo ano, com status de ministério.
De quebra, o PT nacional já definiu prioridades: a candidatura do secretário da Fazenda, Cadu Xavier, ao Governo do Estado entra no topo da agenda.
Para o Senado, a orientação é clara — uma candidatura feminina.
Sem Fátima na disputa, o tabuleiro se abre. O nome da vereadora Samanda Alves, presidente estadual do PT, passa a circular como opção. E, naturalmente, a deputada Natália Bonavides também entra nessa equação.
No fim das contas, não foi Walter Alves, nem Ezequiel Ferreira, nem Kleber Rodrigues — nem qualquer outro ator local.
Quem desatou o nó para Fátima foi Lula.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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