Empresas privadas disparam e setor público encolhe no Rio Grande do Norte

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José Aldenir/Agora RN
Do total de estabelecimentos existentes no Estado, 109.404 eram entidades empresariais, o que corresponde a 86,4% das unidades locais.

Economia

25/06/2026

O emprego na administração pública encolheu no Rio Grande do Norte, enquanto as empresas privadas abriram os cofres e contrataram mais. Os dados são do Cempre (Cadastro Central de Empresas), divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O funcionalismo público fechou o período com 189.017 trabalhadores com carteira assinada no Estado. O montante representa uma queda de 5,4% na comparação com o ano anterior.

Na contramão do setor público, as empresas privadas registraram um salto de 6,2% no estoque de empregados. O segmento comercial e corporativo atingiu a marca de 460.096 trabalhadores formais.

O terceiro setor também pegou carona no crescimento econômico recente. As entidades sem fins lucrativos ampliaram suas vagas em 3,5%, empregando 26.090 pessoas.

Apesar de empregar menos gente, a máquina pública estadual ainda paga os melhores vencimentos do mercado. O contracheque médio do servidor bateu R$ 5.115,66, liderando o ranking de remuneração de todo o Nordeste.

A remuneração do funcionalismo representa mais que o dobro da média paga pelas empresas privadas. No mercado corporativo geral, o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 2.319,53.

No comércio, o setor automotivo e de reparação de veículos continua ditando o ritmo econômico do Estado. A atividade lidera isolada com 41.028 estabelecimentos ativos na região potiguar.

O maior salto percentual ficou com o bloco de serviços gerais, que avançou 20% no período. Por outro lado, a área de educação amargou uma retração de 10,4% nas suas unidades.

Quem deseja um salário astronômico deve mirar no mercado de energia regional. O segmento de eletricidade e gás manteve a liderança isolada pagando R$ 7.451,88 em média aos seus colaboradores.

As indústrias extrativas garantiram a medalha de prata dos contracheques gordos, pagando R$ 5.706,54. O pior rendimento mensal ficou com os profissionais de artes, cultura e esporte, recebendo apenas R$ 1.697,02.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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