Mundo
23/09/2026
Um grupo de países latino-americanos e caribenhos, liderado pelos Estados Unidos, anunciou sanções contra organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
Os integrantes do chamado Escudo das Américas classificaram as facções como organizações narcoterroristas transnacionais. As medidas incluem congelamento de ativos, restrições de vistos e ações criminais contra pessoas ligadas aos grupos.
Os países também informaram que pretendem acionar a OEA (Organização dos Estados Americanos) para buscar uma resolução conjunta contra as organizações. A aplicação das sanções depende da legislação de cada país.
Para o analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, a decisão aumenta a pressão sobre o governo brasileiro.
"Essa decisão coloca uma certa pressão sobre o governo brasileiro, porque estamos falando de vários países simultaneamente classificando muitas organizações criminosas no continente latino-americano como organizações terroristas", afirmou.
Segundo Martins, a posição adotada pelo grupo contrasta com a do Brasil, que defende o combate ao crime organizado sem terceirizar a missão a outros países e propõe maior cooperação regional, especialmente com os Estados Unidos.
O analista também chamou atenção para o momento do anúncio, feito a poucos dias das eleições presidenciais no Brasil.
Uma fonte do governo brasileiro na área diplomática classificou os países que aderiram à posição dos Estados Unidos como aqueles que seguem "indiscriminadamente as políticas de Washington, terceirizando inclusive a questão do combate ao narcotráfico".
Martins ponderou, porém, que a tese de interferência nas eleições perde força diante do fato de que as medidas atingem várias organizações criminosas da América Latina, e não apenas o PCC e o CV.
O Escudo das Américas reúne 19 países do hemisfério ocidental voltados ao combate ao narcotráfico.
*Com informações da CNN.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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