Política
09/03/2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve deixar o governo Lula na próxima semana para disputar o Governo de São Paulo. Antes vistos com cautela, os planos eleitorais do ministro agora são tratados como certos por aliados próximos.
A saída foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha de S.Paulo. Haddad pretende fazer uma breve pausa antes de lançar oficialmente a candidatura e iniciar a montagem do palanque. A aliados, costuma afirmar que o candidato a vice precisa ser alguém de sua confiança.
No fim do mês passado, Haddad já havia admitido a possibilidade de entrar na disputa após um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir seu futuro político. Semanas antes, os dois também se reuniram em um encontro reservado em São Paulo. Nos bastidores, Lula e o presidente do PT, Edinho Silva, já consideravam a candidatura praticamente definida.
A tendência é que a chapa conte com as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) como candidatas ao Senado por São Paulo. Para isso, Marina deve migrar da Rede para o PT, enquanto Tebet tende a trocar o MDB pelo PSB e transferir seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.
Haddad resistiu inicialmente à ideia de disputar o governo paulista. Em conversas reservadas, mencionava desgaste após as negociações no Congresso para aprovar medidas econômicas e críticas internas do próprio PT à política fiscal conduzida pelo Ministério da Fazenda. Também manifestava interesse em retomar atividades acadêmicas.
Aliados afirmam, porém, que Lula considera essencial ter um palanque forte no maior colégio eleitoral do país. A avaliação no entorno do presidente é que levar a disputa paulista ao segundo turno ajudaria a fortalecer a campanha presidencial.
A decisão também foi influenciada pelo cenário eleitoral nacional. A recente pesquisa Datafolha mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em ascensão nas intenções de voto para a Presidência, aproximando-se de Lula no primeiro turno e empatando tecnicamente em eventual segundo turno.
No plano estadual, Haddad aparece como o nome mais competitivo da esquerda. Segundo o Datafolha, ele registra 31% das intenções de voto contra 44% do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No mesmo levantamento, 50% dos eleitores dizem conhecer bem Haddad, índice semelhante ao de Tarcísio, citado por 47%.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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