Flávio Bolsonaro aciona TSE para barrar pesquisa Atlas

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Agência Senado
Senador Flávio Bolsonaro caiu em pesquisa após áudio com Vorcaro.

Política

20/05/2026

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, acionou a Justiça para tentar frear um revés amargo. O senador pede ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a suspensão imediata da divulgação da nova pesquisa Atlas/Bloomberg.

O levantamento mostra o parlamentar derretendo seis pontos percentuais em um eventual segundo turno. No cenário testado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera com 48,9% contra 41,8% do filho do ex-presidente.

Registrado sob o número BR-06939/2026, o estudo ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

Para os advogados do senador, o questionário virou uma armadilha psicológica contra o político. A defesa alega que as perguntas associando Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master destruíram a isenção do estudo.

A equipe jurídica foi incisiva na reclamação enviada aos ministros. “A pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação”, afirma a representação.

O mal-estar surge após o vazamento de conversas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, obra sobre Jair Bolsonaro. A pré-campanha alega que estímulos prévios distorceram a mente dos entrevistados e pede punição por suposto crime eleitoral.

Porém, o roteiro técnico da pesquisa mostra um desenho diferente. Os eleitores responderam primeiro a 48 perguntas tradicionais, incluindo a própria intenção de voto.

A polêmica gravação com a voz do senador só surgia nos computadores na etapa final do processo. Os participantes usavam uma barra deslizante apenas para avaliar o áudio em si.

O instituto refuta qualquer truque metodológico na coleta de dados. “O teste de áudio foi aplicado após a conclusão e submissão do questionário pelo respondente”, informou a nota oficial da Atlas.

A empresa garantiu o total isolamento das respostas anteriores. “Nenhum respondente teve acesso ao conteúdo do áudio antes ou durante o preenchimento da pesquisa, tampouco pôde alterar suas respostas após a sua submissão.”

A direção da Atlas avisou que está de peito aberto para prestar esclarecimentos e criticou o tapetão jurídico. “Tentativas de desqualificar pesquisas por vias jurídicas, sem que haja fundamento técnico demonstrável, representam um risco ao debate público informado e à liberdade de imprensa”, emendou a empresa.

Mesmo sendo uma manobra considerada rara no meio político, o grupo de Flávio não recua. Auxiliares dizem que especialistas contratados de forma independente enxergaram vícios graves na engrenagem da amostragem.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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