Política
25/04/2026
Ninguém duvida de que Flávio Rocha é um ativo da direita na eleição estadual deste ano.
O empresário se filiou ao Novo para se colocar como opção ao Senado.
Agora, precisa assumir essa condição de forma clara e tornar pública sua articulação — por exemplo, com o Partido Liberal.
Embora o presidente da legenda no Estado, Renato Cunha Lima, considere “óbvio” o movimento de filiação e transferência de domicílio eleitoral, ainda estamos longe da confirmação de sua pré-candidatura.
Segundo Cunha Lima, Flávio ainda não se lançou porque busca construir sua campanha a partir de alianças com nomes locais e nacionais.
O cenário ideal seria integrar a chapa da direita encabeçada por Álvaro Dias, com Babá Pereira de vice, no PL.
Mas esse espaço já está ocupado por dois nomes ao Senado: o favoritíssimo Styvenson Valentim, que tenta a reeleição, e o obstinado Coronel Hélio, em ascensão no eleitorado bolsonarista.
Sem Romeu Zema na vice de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho não tem incentivo para atuar no sentido de convencer Hélio a aceitar uma suplência — hipótese já apresentada pelo Novo e prontamente rejeitada pelo militar.
Rogério não deve se mover para favorecer um partido que terá candidato à Presidência da República, disputando votos no mesmo campo de Bolsonaro. Com Zema na vice, no entanto, o cenário muda.
Na prática, se pudesse, Flávio Rocha disputaria o Senado por São Paulo, onde reside e dirige suas empresas. Como não pode, volta-se ao Rio Grande do Norte, que já o elegeu deputado federal por duas vezes.
Já disse a interlocutores do empresário — e repito aqui: essa articulação deveria ter começado no ano passado. Pode ter chegado tarde.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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