Galípolo nega socorro ao Banco Master e cita ordem de Lula na CPI do Crime Organizado

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Agência Senado
Em depoimento à CPI do Crime Organizado, Gabriel Galípolo, negou ter laços estreitos com o ministro Alexandre de Moraes.

Política

08/04/2026

Gabriel Galípolo, o chefão do Banco Central (BC), abriu o jogo na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado hoje (8). Ele jurou de pés juntos que nunca mexeu os pauzinhos pelo Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal) ou no Palácio do Planalto.

O economista confirmou o polêmico encontro com o presidente Lula e o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, no final de 2024. Segundo ele, o pedido do chefe da nação foi curto e grosso.

“Seja técnico, o mais técnico possível. Não proteja ninguém, não persiga ninguém”, recordou o presidente da autoridade monetária sobre a orientação que recebeu.

O clima esquentou quando o relator Alessandro Vieira questionou os R$ 80 milhões pagos pelo banco ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes. Galípolo admitiu reuniões presenciais com ministros, mas para falar da Lei Magnitsky aplicada pelos EUA contra o magistrado.

“Nenhum processo relacionado com o que está colocado aqui [foi tema das conversas]”, garantiu ele. O dirigente também rechaçou boatos de telefonemas secretos com o ministro, afirmando que todos os encontros foram oficiais.

Sobre a demora para liquidar o Master, que só ocorreu em novembro de 2025, Galípolo disse que agiu com cautela. Ele explicou que uma ação precipitada poderia alimentar a narrativa de perseguição contra a instituição.

Ele ironizou os métodos contábeis do banco para pagar investidores usando uma comparação curiosa. “É como você perguntar para alguém: 'por que que você está comprando um carro?'. [E ela responder:] 'porque eu estou precisando de dinheiro. Comprei um carro para depois vendê-lo'”.

A faxina interna no BC já resultou no afastamento de dois servidores de carreira em janeiro de 2026. Eles são suspeitos de receber vantagens indevidas para beneficiar o banco investigado.

A CPI agora corre contra o relógio para encerrar o relatório final. Os trabalhos dos senadores devem ser concluídos oficialmente na terça-feira (14).

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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