Economia
10/04/2026
O Rio Grande do Norte desponta como uma das regiões mais promissoras do Brasil — e do mundo — para a produção de hidrogênio verde, com potencial para alcançar custos inferiores aos praticados na Europa, hoje entre os polos mais avançados do setor.
A avaliação integra o Atlas de Hidrogênio Verde do estado, lançado nesta sexta-feira (10), em Natal.
O estudo resulta de parceria entre o governo do estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a Federação das Indústrias (FIERN) e o SENAI-RN, com execução do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER). A elaboração reuniu especialistas de diversas áreas, como engenharia, economia, geociências e ciência de dados.
Presidente da FIERN, Roberto Serquiz destacou a vantagem competitiva do estado:
— O Rio Grande do Norte tem uma das maiores riquezas estratégicas do mundo contemporâneo, que é o vento. O Atlas mostra onde esse potencial pode ser explorado em larga escala.
Ele também projetou o papel do estado na matriz energética:
— O futuro energético do Brasil passa cada vez mais pelo RN.
A governadora Fátima Bezerra classificou o Atlas como mais um passo na consolidação do protagonismo potiguar na transição energética.
Potencial
Apontado como “combustível do futuro”, o hidrogênio verde é produzido por eletrólise da água com uso de fontes renováveis, como energia eólica e solar. Surge como alternativa ao hidrogênio de origem fóssil e pode ser aplicado na indústria, no armazenamento de energia e na produção de insumos sustentáveis, como amônia e aço verdes.
O Atlas estima um potencial de até 90 milhões de toneladas por ano no estado. Em cenário conservador, com uso de 10% das áreas aptas, a produção alcançaria cerca de 10 milhões de toneladas anuais.
Os custos variam entre US$ 1,92 e US$ 4,20 por quilo (eólica) e entre US$ 3,40 e US$ 3,58 (solar), patamar abaixo de projetos europeus e cada vez mais próximo da competitividade frente ao hidrogênio fóssil.
Diretor do SENAI-RN, Rodrigo Mello ressalta o caráter concreto dos dados:
— Não tratamos apenas de potencial teórico. Mesmo com 10% de aproveitamento, o estado já alcança níveis compatíveis com a demanda projetada para 2040.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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