Economia
13/03/2026
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (13) que o reajuste no preço do diesel anunciado pela estatal foi provocado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo.
Segundo a executiva, a empresa passou a monitorar os preços diariamente diante da volatilidade global. Até o momento, porém, não há previsão de aumento da gasolina.
Chambriard destacou que a Petrobras mantém o abastecimento normal e tem fornecido às distribuidoras volumes até acima do contratado, afastando qualquer risco de desabastecimento. Por isso, disse, não há justificativa para aumentos abusivos nos postos.
“Nossa preocupação continua a mesma: não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário”, afirmou.
De acordo com a presidente da estatal, o diesel vinha em trajetória de queda nos últimos anos, mas a guerra mudou o cenário.
“A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Há 20 dias, a tendência ainda era de queda”, disse.
Ela também afirmou que o reajuste poderia ter sido maior se o governo federal não tivesse zerado as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida representa alívio de R$ 0,32 por litro.
Sem esse pacote, o aumento necessário seria de cerca de R$ 0,70 por litro para as distribuidoras. Com as medidas adotadas, o impacto caiu para aproximadamente R$ 0,06.
Chambriard ressaltou ainda que o efeito final ao consumidor tende a ser menor porque o diesel vendido nos postos é misturado ao biodiesel. Mesmo assim, pediu responsabilidade aos agentes do mercado.
“Esperamos sensibilidade para que não haja aumento de margem de forma especulativa”, afirmou.
A executiva também lembrou que a Petrobras não atua mais na venda direta ao consumidor final. A antiga BR Distribuidora foi privatizada e hoje pertence à Vibra Energia, embora os postos continuem usando a marca BR até 2029.
Por fim, Chambriard apelou aos governos estaduais para que também reduzam a carga tributária sobre combustíveis.
“Da mesma forma que o governo federal fez sua parte, espero que os estados reduzam um pouco o ICMS em benefício da sociedade brasileira”, disse.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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