Justiça condena Ipern por atraso em aposentadoria de servidora

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Ascom/Governo do RN
Sede do Instituto de Previdência Estadual do Rio Grande do Norte, em Natal .

Justiça

10/04/2026

O Ipern (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte) terá que abrir o cofre. A Justiça potiguar condenou o órgão por levar tempo demais para analisar e conceder a aposentadoria de uma servidora.

A decisão partiu do juiz Cleanto Pantaleão, do 1º Juizado da Fazenda Pública da Comarca de Natal. O magistrado considerou inaceitável a demora que obrigou a funcionária a seguir na ativa sem necessidade.

A servidora deu entrada no pedido em novembro de 2021, mas só viu o resultado em agosto de 2022. Ao todo, a espera durou nove meses e 15 dias, estourando o limite permitido por lei.

Pela regra estadual, o Ipern tem apenas 60 dias para resolver esses processos. O atraso forçou a mulher a trabalhar por sete meses e meio a mais do que deveria.

A punição prevê o pagamento de uma indenização por danos materiais. O valor deve corresponder aos salários que ela recebeu pelo período trabalhado fora do prazo legal.

O juiz lembrou que a Súmula nº 86/2025 da Turma de Uniformização dos Juizados Especiais já fixa esse limite de dois meses. Segundo ele, o Estado responde pelo erro mesmo que não tenha tido intenção direta de prejudicar.

“O simples fato de a pessoa ser compelida a trabalhar em período no qual legalmente já teria direito à mesma renda na inatividade, decorrente dos proventos de aposentadoria, já configura evento lesivo ao interesse da parte e à livre manifestação de vontade”, cravou o juiz na sentença.

Para o Judiciário, o dano é claro: a servidora perdeu o direito de descansar quando a lei já permitia. Agora, o instituto estadual terá que arcar com o prejuízo causado pela lentidão administrativa.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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