Política
12/04/2026
A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos — e mais duros. Pesquisa Datafolha indica um cenário de polarização consolidada, com o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno.
No confronto direto, Flávio aparece numericamente à frente pela primeira vez: 46% contra 45% de Lula — empate dentro da margem de erro. Em simulações contra outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), o petista mantém vantagem, mas também em condições de empate técnico.
Nos confrontos diretos, o quadro é o seguinte:
Em todos os cenários, a diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que impede qualquer conclusão definitiva, mas aponta um dado relevante: Lula já não abre vantagem confortável sobre nenhum dos principais nomes da direita.
Nos votos válidos, o presidente aparece com 45%, contra 55% somados dos adversários — um indicativo de que o segundo turno, hoje, é o desfecho mais provável.
Primeiro turno
A disputa inicial reforça a tendência de polarização.
Na pesquisa espontânea, Lula oscila de 25% para 26%, enquanto Flávio avança de 12% para 16%. Já na estimulada, o presidente mantém 39%, mas vê o adversário subir de 33% para 35%, encurtando a distância e consolidando o empate técnico no limite da margem de erro.
Os demais pré-candidatos seguem distantes. Caiado marca 5%, Zema oscila para 4%, e os outros nomes não passam de 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 14%.
O quadro sugere uma disputa cada vez mais concentrada nos dois polos, com pouco espaço, ao menos por ora, para alternativas fora desse eixo.
Rejeição
Se a intenção de voto mostra equilíbrio, a rejeição escancara o custo da polarização.
Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, enquanto Flávio aparece com 46%. São os dois mais conhecidos — e também os mais rejeitados, reflexo direto da divisão do eleitorado.
Nesse cenário, nomes como Zema e Caiado levam vantagem relativa: ainda pouco conhecidos, registram rejeição bem menor, de 17% e 16%, respectivamente.
O retrato é claro: os candidatos mais fortes também carregam os maiores obstáculos — e, no meio desse confronto, restam poucos e decisivos votos em disputa.
O levantamento do instituto está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03770/2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores em 137 cidades.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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