Lula planeja recriar Ciência sem Fronteiras com foco em inteligência artificial e engenharia

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Agência Senado/U.S. Embassy Brasilia
Governo Lula prepara nova versão do programa Ciência sem Fronteiras, priorizando IA, engenharia e matemática aplicada.

Educação

30/10/2026

O governo Lula (PT) planeja recriar o Ciência sem Fronteiras, programa lançado em 2011, durante a gestão Dilma Rousseff, que levou cerca de 100 mil estudantes brasileiros ao exterior.

Segundo o Estadão, a nova versão está sendo elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) e deverá priorizar inteligência artificial, Engenharia, Matemática Aplicada, eficiência energética e pesquisas relacionadas à defesa e à soberania nacional.

A proposta prevê bolsas para três grupos: vencedores de olimpíadas científicas nacionais que participem de competições internacionais; universitários interessados em cursar parte da graduação no exterior; e pesquisadores de mestrado, doutorado e pós-doutorado, com foco em áreas estratégicas, como minerais de terras raras.

Ainda não há definição sobre o número de beneficiários nem sobre o orçamento. A intenção é não adotar critérios de renda na seleção. O principal obstáculo será acomodar as despesas diante de outros compromissos do MEC, como a ampliação do Pé-de-Meia, que custou cerca de R$ 11,5 bilhões neste ano.

Resultados e críticas

O Ciência sem Fronteiras recebeu investimentos de aproximadamente R$ 13 bilhões entre 2011 e 2017. Os Estados Unidos foram o principal destino dos bolsistas, seguidos por Reino Unido, Canadá, França e Austrália.

Apesar da popularidade entre os estudantes, o programa recebeu críticas pela falta de objetivos claros, dificuldades de aproveitamento dos créditos acadêmicos e custos elevados, agravados pela valorização do dólar.

Estudos sobre seus resultados apresentam conclusões divergentes. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), publicada em 2023, não identificou efeitos significativos sobre emprego formal, empreendedorismo ou ingresso na pós-graduação entre os estudantes analisados.

Outra avaliação apontou melhora no desempenho dos participantes no Enade, mas também maior demora na conclusão da graduação.

Especialistas defendem que uma eventual retomada estabeleça metas claras, critérios de desempenho e acordos entre universidades brasileiras e estrangeiras para garantir o aproveitamento acadêmico dos intercâmbios.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.

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