Eleições
21/10/2026
O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação sobre possíveis atos de intimidação, censura e ameaças à liberdade de expressão e de reunião da comunidade acadêmica do Rio Grande do Norte durante o período eleitoral. A apuração abrange ocorrências na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em Apodi, e na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró.
Segundo o documento de abertura do procedimento, há relatos de tentativas de impedir manifestações, retirada de cartazes e faixas, incitação à violência e possível uso indevido de prerrogativas de autoridade. O MPF solicitou informações às três instituições sobre os episódios, as medidas de proteção adotadas e as normas internas para a realização de atos públicos.
O órgão ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 548, reconheceu a legitimidade de manifestações estudantis em ambientes acadêmicos durante o período eleitoral e proibiu práticas de censura. A investigação busca apurar se as ocorrências no estado violaram esses direitos.
Diante de possíveis atos violentos e danos ao patrimônio público, especialmente em episódios registrados na segunda-feira (19), na UFRN, em Natal, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) também encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral e ao Núcleo Criminal da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte para as medidas cabíveis.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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