Política
10/06/2026
A divulgação de dados nacionais apontando para a insolvência financeira do Rio Grande do Norte incendiou os debates na AL (Assembleia Legislativa). Parlamentares de oposição classificaram o cenário como um colapso de gestão, impulsionado por um descompasso de 12,4% entre o avanço de receitas e despesas no início de 2026.
De acordo com o deputado Luiz Eduardo (PL), presidente da CFF (Comissão de Finanças e Fiscalização), os gastos públicos subiram 17,7%, enquanto a arrecadação avançou apenas 5,3%. “O Governo Fátima Bezerra (PT) perdeu a capacidade de organizar as contas públicas”, alertou.
O deputado Hermano Morais (MDB) confirmou que o rombo nas contas estaduais atinge a marca de R$ 3 bilhões. O parlamentar, que compõe a pré-candidatura de oposição junto a Allyson Bezerra (União Brasil), apontou o deficit previdenciário como outra grande ameaça ao caixa.
Já o deputado José Dias (PL) mirou o ex-secretário da Fazenda e pré-candidato governista, Cadu Xavier. O oposicionista o batizou ironicamente como o "gênio" por trás do desenho fiscal e criticou o aumento drástico de impostos no período.
O deputado Gustavo Carvalho (PL) endossou as críticas e lamentou o desempenho do estado em indicadores nacionais como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Ele criticou a hostilidade com o setor produtivo, alegando que a insegurança jurídica afasta investimentos nas áreas de mineração e energia eólica.
Enquanto a oposição aponta desorganização da máquina, "gastança predatória" e falta de planejamento estrutural como causas do deficit, a defesa do Governo justifica que o salto nas despesas decorre de melhorias salariais, novos concursos públicos e investimentos planejados.
Em contrapartida, a deputada Isolda Dantas (PT) saiu em defesa da governadora e questionou se a oposição seria contra a valorização dos trabalhadores. Ela lembrou que gestões anteriores retiraram R$ 1 bilhão da previdência estadual, obrigando o atual governo a cobrir a folha dos aposentados mensalmente.
Sobre os baixos investimentos e a nota "C" na Capag (Capacidade de Pagamento) do Tesouro Nacional, a Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda) emitiu nota explicativa. A pasta informou que os recursos atuais vêm de operações de crédito do PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal) contratadas anteriormente, descartando qualquer relação com o calendário eleitoral.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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