Petrobras prevê investimento de US$ 2,5 bilhões para 15 poços na Margem Equatorial

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Mapa com os Estados das Bacias da Margem Equatorial.

Economia

24/08/2026

A Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030, segundo o Plano de Negócios 2026-2030. O valor representa 37,5% do total destinado pela companhia à exploração no período.

Três dos poços planejados aguardam licenciamento ambiental para começar as atividades. A Petrobras protocolou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedidos de licença para novas perfurações na costa do Amapá.

O processo ainda depende da análise de informações complementares apresentadas pela empresa em 14 de agosto. Os documentos incluem ajustes em planos de proteção da fauna marinha, medidas de resposta a emergências e estudos sobre impactos cumulativos.

O Ibama precisa validar os novos dados antes de emitir as licenças. Até lá, os poços permanecem sem autorização para iniciar a perfuração.

O avanço da exploração na Margem Equatorial é acompanhado por questionamentos ambientais. Organizações como Greenpeace e WWF-Brasil alertam para possíveis impactos no Grande Sistema de Recifes da Amazônia e nos manguezais do litoral do Amapá.

Lideranças locais e ambientalistas também apontam riscos para comunidades tradicionais. Acidentes ou a poluição sonora das embarcações podem afetar a pesca artesanal, além de territórios quilombolas e terras indígenas costeiras.

“ Nós temos calendários tradicionais que são norteados a partir da mudança do tempo. Quando é período de chuva, é um período de determinadas espécies de que a gente se alimenta. Quando é verão, são outras espécies, como aves, como peixes, que vêm da água salgada também, porque o nosso território é banhado pelas águas do oceano”, disse Luene Karipuna, membro da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP), em entrevista ao g1.

Considerada uma nova fronteira exploratória da Petrobras, a Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. A área reúne as bacias Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

A região tem cerca de 2.200 quilômetros de extensão e passa por seis estados: Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. Para a Petrobras, a área é estratégica para repor reservas à medida que a produção do pré-sal avance para um ciclo de declínio.

O nome Margem Equatorial faz referência à linha imaginária do Equador, que passa próxima à região. O projeto na costa do Amapá é tratado pela estatal como estratégico para a produção futura, mas depende das autorizações ambientais.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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