Petróleo do Poço de Mãe pode render 30% do PIB ao Rio Grande do Norte

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Agência Brasil
Expectativa é de que o polo petrolífero seja capaz de produzir 100 mil barris por dia.

Economia

31/03/2026

O Rio Grande do Norte encontrou seu novo "bilhete premiado" em alto-mar. A exploração do poço Mãe de Ouro tem potencial para fazer o PIB (Produto Interno Bruto) do estado saltar impressionantes 30%.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) acaba de renovar a licença para perfuração em Areia Branca. O sinal verde é o que faltava para a Petrobras retomar investimentos pesados na região.

A aposta é na criação de um polo petrolífero capaz de produzir 100 mil barris por dia. Esse volume representa o triplo de tudo o que o estado extraiu no fim de 2025, quando o setor amargou sua pior fase em 40 anos.

À Tribuna do Norte, Hugo Fonseca, secretário interino de Desenvolvimento Econômico, explicou que a viabilidade depende agora de uma terceira perfuração. “A Petrobras já tinha indicado para o Governo do Estado que tinha encontrado ocorrência de petróleo e que precisava perfurar um terceiro poço para dar viabilidade. Para isso, precisava da autorização do Ibama, mas tinha a discussão ambiental”, relatou o secretário.

O cronograma prevê que as sondas comecem a trabalhar já em junho deste ano. Se os estudos técnicos forem validados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), a produção comercial deve ganhar corpo a partir de 2030.

Para dar conta do recado, a Petrobras precisará construir uma plataforma exclusiva para o litoral potiguar. Esse movimento deve injetar mais de R$ 5 bilhões na economia local, entre operações em terra e no mar.

O "pacote de bondades" inclui R$ 1,5 bilhão para recuperar poços terrestres e outros R$ 2 bilhões focados no cluster offshore. Esse dinheiro deve irrigar toda a cadeia produtiva, do comércio de Areia Branca às refinarias de Guamaré.

O mercado de trabalho também deve aquecer com a abertura de milhares de postos de trabalho. O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) já se prepara para treinar a mão de obra local.

Rodrigo Mello, diretor da instituição, afirma que a capacidade técnica para atender o setor é elevada. “Estamos aguardando o desenrolar da conclusão desses estudos de que trata a licença para que a companhia que vai explorar faça uma previsão de início de suas atividades. Assim que fizer, nós temos uma capacidade instalada muito interessante de profissionais voltados a esse setor”, disse Mello.

O SindiPetro (Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte) já classifica o projeto como a “redenção do estado”. Além dos novos empregos, a expectativa é que a arrecadação de royalties e tributos como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) mais que dobre.

Atualmente, o petróleo em terra já responde por 40% do PIB industrial potiguar. Com o avanço para as águas profundas, o estado se prepara para um novo capítulo de prosperidade econômica.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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