Justiça
12/02/2026
A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que apura fraudes no Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
O pedido foi feito na segunda-feira (9), após a PF informar que encontrou menção ao nome do ministro em mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido em busca e apreensão.
O conteúdo está sob segredo de Justiça.
Fachin abriu procedimento interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentar defesa.
Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro seguirá à frente da investigação, que já vinha gerando críticas após reportagens apontarem supostas irregularidades em fundo ligado ao banco que adquiriu participação em resort no Paraná pertencente a familiares de Toffoli.
Em nota, o gabinete do ministro afirmou que o pedido trata de “ilações” e questionou a legitimidade da PF para requerer a suspeição.
“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou.
A Operação Compliance Zero apura fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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