Política
29/03/2026
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu que MDB e PSD não devem integrar uma aliança nacional pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, as articulações com esses partidos tendem a ocorrer apenas nos estados, diante das divergências internas.
Apesar das tentativas de atrair o MDB — inclusive com acenos para a vice —, Edinho afirmou que é preciso “respeitar as contradições” das legendas. Ainda assim, aposta em alianças regionais com lideranças desses partidos.
Sem ampliar a base ao centro, o PT concentra esforços em parceiros tradicionais, como o PDT. Nesse ponto, enfrenta resistência interna no Rio Grande do Sul, onde setores do partido rejeitam apoiar a candidatura de Juliana Brizola ao governo estadual, mesmo com o acordo nacional.
Diante do impasse, dirigentes já falam em intervenção no diretório gaúcho, hipótese que Edinho evita. Ele defende o convencimento político e cobra alinhamento ao projeto nacional.
— A tática eleitoral do presidente Lula tem que prevalecer. As decisões locais não podem colocar em risco a reeleição — afirmou.
O dirigente sustenta que a prioridade é derrotar o bolsonarismo e fortalecer um “campo democrático”, defendendo a reeleição de Lula como eixo central da estratégia.
Na próxima semana, termina o prazo para que ministros deixem seus cargos para disputar as eleições. A expectativa do Planalto é que eles atuem como porta-vozes do governo nos estados.
Edinho também anunciou a criação de um fórum com partidos aliados — inclusive os que ficarão fora da coligação formal — para estruturar a campanha. A comunicação seguirá sob responsabilidade do ministro Sidônio Palmeira, no governo, e do publicitário Raul Rabelo, na campanha.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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