Economia
01/04/2026
O Rio Grande do Norte começou 2026 com o pé esquerdo no mercado de trabalho. O estado fechou 2.221 postos formais em fevereiro, segundo o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
O resultado coloca o estado na rabeira do país, ao lado de Alagoas e Paraíba. Enquanto isso, 24 das 27 unidades da federação comemoraram saldo positivo no mesmo período.
O desempenho potiguar distoa do cenário nacional, que abriu mais de 255 mil vagas no mês. O Ministério do Trabalho e Emprego aponta que o setor de serviços foi o grande motor brasileiro.
A economia local, muito dependente de serviços e comércio, sofreu com a volatilidade desses setores. O encerramento de contratos temporários de fim de ano ainda reverbera com força nas estatísticas atuais.
No acumulado do primeiro bimestre, o estado já registra um saldo negativo de 1,4 mil vagas. A tendência reforça um enfraquecimento visível da força de trabalho potiguar no curto prazo.
A situação é ainda mais precária para os trabalhadores que estão começando a carreira. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que a informalidade atinge 89,5% dos adolescentes ocupados.
Cerca de 23,9% dos jovens entre 15 e 29 anos fazem parte da geração "nem-nem". Eles não estudam e nem trabalham, o que aumenta o risco social e prejudica o futuro produtivo.
A média salarial para quem consegue um bico nessa faixa etária é de apenas R$ 726 mensais. Além disso, a jornada média de trabalho não passa de 24,5 horas por semana.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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