Rogério Marinho critica adiamento de decisão no STF

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Reprodução/CNN
Rogério Marinho afirmou que a sessão passou uma "sensação de impunidade" e de "frustração" à sociedade.

Política

16/09/2026

O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta terça-feira (15) o adiamento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo Marinho, a sessão teve caráter "protelatório". "Foi feito para se ganhar tempo e para se permitir novos vazamentos, para aumentar o tumulto judicial e para se tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de que ele, a exemplo de qualquer cidadão brasileiro, possa prestar contas", declarou a jornalistas no Senado.

O senador afirmou que a sessão passou uma "sensação de impunidade" e de "frustração" à sociedade. Para ele, há uma tentativa de "blindar" Moraes e impedir que o ministro preste esclarecimentos em eventual investigação.

Marinho também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta se afastar politicamente de Moraes. "Há várias declarações do Lula colocando ele Moraes como defensor da democracia, como alguém que salvou o Brasil. É evidente que agora o Lula tenta se afastar dele", falou.

O STF realizou uma sessão extraordinária para analisar relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes propunha, entre outros pontos, a análise conjunta dos casos envolvendo Moraes e André Mendonça.

Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Moraes votaram a favor da questão de ordem. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a manutenção da análise separada dos dois casos.

Embora tenha votado pela questão de ordem, o voto de Dino não foi contabilizado no placar final por Fachin devido ao pedido de vista. Com isso, permanece o placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados.

Dino tem até 90 dias, conforme o prazo regimental, para devolver os autos ao plenário. Até lá, não há decisão definitiva sobre a questão de ordem.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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