Política
06/03/2026
Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que um eventual governo do parlamentar pretende promover novas reformas da Previdência e da legislação trabalhista.
Segundo Marinho, o plano de governo será apresentado no próximo dia 30 de março e trará diretrizes para áreas como economia — com foco no ajuste fiscal —, educação, segurança hídrica e política indigenista. A definição de nomes para uma futura equipe ministerial, no entanto, ficará para outro momento.
O senador disse que o pré-candidato tem conversado com economistas e ex-integrantes da equipe do governo Bolsonaro, mas negou que haja definição sobre o comando da área econômica.
Entre os nomes citados nos bastidores está o do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, atualmente vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank. Marinho elogiou o economista, mas afirmou que não há convite formal.
— Ele é uma pessoa extraordinária, um grande economista, que seria bem-vindo em qualquer equipe econômica. Mas não existe essa definição — disse em entrevista à Folha de São Paulo.
Outro nome lembrado é o do ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, hoje economista-chefe do BTG Pactual, além de ex-integrantes do governo Bolsonaro como Adolfo Sachsida. Também aparecem como interlocutores da campanha o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques.
De acordo com Marinho, o PL contratou a consultoria GO Associados para auxiliar na elaboração do programa de governo. O trabalho começou há cerca de seis meses e já ouviu mais de 90 especialistas de diferentes áreas.
— Agora estamos na fase de validação e consolidação das propostas — afirmou.
Sem detalhar o conteúdo do programa, o senador adiantou que a campanha pretende defender uma nova reforma da Previdência.
— O modelo está estourando. Vamos ter que revisitar a Previdência — disse.
Ele também afirmou que a reforma trabalhista de 2017 precisa ser revista, tanto por decisões judiciais que reduziram seu alcance quanto pelas mudanças tecnológicas e pelas novas formas de trabalho.
Marinho defendeu ainda a criação de uma nova regra fiscal em substituição ao atual arcabouço, que classificou como insuficiente para conter o crescimento das despesas públicas.
— Precisamos redefinir os parâmetros fiscais. O que existe hoje não é um arcabouço, é uma peneira — afirmou.
Segundo o senador, um eventual governo também deverá discutir mudanças no modelo orçamentário, hoje marcado por forte vinculação de despesas e mecanismos automáticos de correção.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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