Política
17/06/2026
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), colocou em xeque a viabilidade eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista nesta terça-feira (16), o ex-governador goiano avaliou que o parlamentar perdeu fôlego para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
Caiado sustentou que o recuo nas intenções de voto reflete o impacto das denúncias sobre o financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "Flávio está perdendo a capacidade de derrotar Lula no segundo turno. Não estou interpretando nada além do que as pesquisas mostram. A queda dele no segundo turno, somada ao recuo no primeiro, mostra que ele pode até chegar à fase final da disputa, mas terá condições de vencer?", provocou.
Para o político do PSD, as justificativas apresentadas pelo clã Bolsonaro não colaram com o eleitorado. "O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas. Não dá para tapar o sol com a peneira. Houve um momento em que ele chegou a superar Lula. Pesquisa é igual um laudo radiológico. Não estou criticando ninguém, apenas interpretando os dados. É ela que nos direcio9na em como atuar e no que estamos deixandod de atender", comparou de forma ácida.
O pré-candidato advertiu que uma fração dos indecisos já começou a migrar para o palanque petista. Diante disso, Caiado defende que o campo da direita encontre um nome mais competitivo para o embate direto. "Uma parcela está indefinida, mas uma pequena foi para Lula. Precisamos resgatar esses votos. Se Lula e o PT são os adversários do Brasil, precisamos de alguém que seja mano a mano no segundo turno", cobrou.
A crise em torno de Flávio Bolsonaro disparou uma onda de críticas vindas de outros potenciais concorrentes do mesmo espectro político. Renan Santos, do partido Missão, disparou que o senador se tornou integrante do que apelidou de "Partido da Corrupção”.
A fervura aumentou ainda mais com o posicionamento do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O mineiro rotulou o envolvimento com Vorcaro como um “tapa na cara do brasileiro”, comentário que lhe rendeu um desconvite para uma agenda partidária em Santa Catarina.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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