Política
01/06/2026
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) minimizou as suspeitas sobre a ligação financeira entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro. Em entrevista hoje (1º) ao programa Contraponto, da rádio 96 FM, o parlamentar chamou o caso de distração política.
A crise envolve uma suposta negociação de R$ 134 milhões para o financiamento do filme que retrata a história do ex-predeisente Jair Bolsonaro. O investidor é alvo de investigações e chegou a se reunir com políticos usando tornozeleira eletrônica.
Além disso, há suspeitas de que verbas vindas do BRB (Banco de Brasília) e de fundos de previdência irrigaram o negócio. Para o deputado potiguar, contudo, a grana aplicada possui caráter estritamente comercial.
"O investimento é privado", defendeu o congressista durante a entrevista. Ele relembrou que o empresário já financiou projetos de outros ex-presidentes.
Segundo Gonçalves, o investidor também bancou produções sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer. "É um patrocinador que inclusive patrocina o Gilmarpalooza e ninguém toca no assunto", provocou.
O parlamentar usou o espaço para desviar o foco em direção aos adversários ideológicos. Ele apontou o dedo para o Palácio do Planalto e para membros do Judiciário.
O deputado aproveitou para fustigar o atual presidente da República com ironia. Ele lembrou de supostas agendas passadas entre o chefe do Executivo e o empresário.
"Lula teve quatro encontros com o Vorcaro, inclusive aconselhando, ou seja, Lula é presidente ou é conselheiro do Vorcaro?", questionou. O parlamentar mencionou ainda suspeitas bilionárias que rondariam alguns magistrados de Brasília.
Gonçalves citou supostos contratos irregulares de R$ 129 milhões envolvendo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes por serviços advocatícios. Para ele, as relações da esquerda com o empresariado são muito mais profundas e perigosas.
O deputado relembrou sua trajetória como antigo membro da Polícia Militar para se posicionar como alguém isento. Ele garantiu não passar a mão na cabeça de nenhum aliado.
"Não tenho um bandido de estimação, não tenho um político de estimação", avisou. Ele enfatizou que sua leitura sobre o episódio é o ponto de vista de um cidadão comum.
A saída para encerrar as dúvidas seria a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Banco Master. A oposição já coletou um número recorde de 282 assinaturas de congressistas para abrir os trabalhos.
O próprio senador Flávio Bolsonaro assinou o pedido para demonstrar que não teme as investigações. "Não tem instrumento melhor para nós, de fato, separarmos as ovelhas dos lobos", sugeriu Gonçalves.
O plano, todavia, estaria barrado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O parlamentar lamentou que o comando do Congresso Nacional venha segurando a abertura da comissão por pura conveniência.
Confira o vídeo:
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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