Cidades
03/11/2026
A seca já atinge 86% do território do Rio Grande do Norte, contra 79% em agosto, segundo o Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A situação também ficou mais grave: a área classificada com seca moderada saltou de 25% para 61% no período, alcançando o maior nível de intensidade desde abril deste ano.
O cenário preocupa ainda mais diante da previsão de fortalecimento do El Niño, que poderá atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Boletim elaborado por sete órgãos federais aponta possibilidade de o fenômeno figurar entre os mais intensos desde 1950, com efeitos previstos pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.
Para o Nordeste, os modelos climáticos indicam maior probabilidade de chuvas abaixo da média entre novembro e janeiro, além de temperaturas superiores aos padrões históricos. Em setembro, 96% do território nordestino já apresentava algum grau de seca, o maior percentual entre as regiões brasileiras.
Os reflexos da estiagem também aparecem nos indicadores nacionais: dados parciais de outubro do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostram que os municípios em situação de seca extrema passaram de quatro, em agosto, para 68. Já os classificados em seca severa aumentaram de 153 para 232.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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