Política
01/06/2026
A decisão americana de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas movimentou os bastidores políticos. Em entrevista ao programa Contraponto, da rádio 96 FM, hoje (1º), o deputado federal Sargento Gonçalves (PL) aplaudiu a medida internacional.
Para o parlamentar, o recado estrangeiro expõe a urgência de uma postura firme contra as facções em solo nacional. "Essa medida por parte do governo americano, sem dúvida é uma vitória. Não é para a direita, mas para o povo brasileiro", afirmou.
O deputado criticou duramente a atuação da diplomacia do Palácio do Planalto. Ele alega que a gestão atual tentou barrar a iniciativa sob a justificativa de defender a soberania do país.
Gonçalves desenhou um retrato violento das periferias brasileiras durante a conversa. Segundo dados trazidos pelo político, mais de 50 milhões de pessoas vivem acuadas por um verdadeiro estado paralelo.
O político citou crimes ocorridos no Rio Grande do Norte para endossar a rotulação drástica das quadrilhas.
"Se isso não for terrorismo, de fato eu não sei o que será", afirmou o deputado. Ele descartou, contudo, qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira no território brasileiro.
A utilidade real da medida seria o sufocamento financeiro e político das quadrilhas. Segundo o parlamentar, o foco central é combater o modelo de garantismo penal, que ele acusa de proteger criminosos.
Até os alertas ministeriais sobre supostos riscos ao sistema de pagamentos Pix foram rebatidos pelo congressista. Ele classificou o "pânico econômico propagado pelo governo como mera distração ideológica".
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública também virou alvo de contestação. Gonçalves defendeu dar total autonomia aos estados em vez de centralizar o comando das polícias na capital federal.
Confira o vídeo:
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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