Política
01/06/2026
Brasília começa a semana imersa em articulações de bastidores sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extingue a jornada 6x1. O texto propõe derrubar o limite semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
A matéria foi aprovada em dois turnos pelos deputados na última semana, mas o debate no Senado deve demorar um pouco mais. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) só deve abrir os trabalhos formaveis sobre o tema nos próximos dias.
O presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD), estima o início dos debates apenas para a terça-feira (10). Até lá, o foco reside nas conversas e no alinhamento entre os líderes partidários.
Uma queda de braço desenha o cenário político atual da Casa. De um lado está o texto da Câmara, que veta o corte de salários e crava dois dias de folga; do outro, a oposição tenta emplacar um modelo maleável.
O líder oposicionista Rogério Marinho (PL) protocolou um projeto paralelo com o apoio de mais de um terço dos senadores. Essa alternativa sugere uma transição suave e baseia o cálculo nas horas trabalhadas ao longo de todo o ano.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, enviou esse plano concorrente para a CCJ. O gesto sinaliza que os parlamentares pretendem esgotar caminhos alternativos antes do martelo final.
Apesar do texto concorrente, Otto Alencar avisou que a prioridade do colegiado será a proposta que subiu da Câmara dos Deputados. O governo tenta blindar o projeto contra grandes emendas para liquidar a fatura logo.
Caso os senadores modifiquem a essência da proposta, ela precisará retornar para os deputados, arrastando o desfecho. Para virar lei, a PEC necessita do aval de 49 dos 81 senadores em dois turnos.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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