Senadores não veem ambiente para votar novo indicado de Lula ao STF

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Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula enfrenta relação amarga com o Congresso Nacional.

Política

05/05/2026

O Senado Federal avisou que fechou as portas para qualquer nova indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) até outubro. O clima político azedou de vez após a queda histórica de Jorge Messias na última semana.

Aliados de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Casa, afirmam que o Planalto sofrerá um "gelo" nos próximos meses. O senador é apontado como o grande articulador da derrota governista no plenário.

A única brecha para destravar a pauta seria a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Pacheco é o nome dos sonhos de Alcolumbre, mas Lula prefere mantê-lo na briga pelo governo de Minas Gerais.

No Palácio do Planalto, o conselho é agir rápido e apostar em um perfil feminino. A estratégia visa pressionar os parlamentares que pretendem barrar a escolha presidencial.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou o veto ao nome anterior. "Primeiro, quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada", desabafou.

Segundo Alckmin, o tribunal sofre com o acúmulo de processos pela falta de um magistrado. "Eu acho que o presidente Lula está definindo a sua nova indicação", completou o vice ontem (4).

Além da briga política, o calendário de 2026 surge como um obstáculo extra. Com festas juninas, Copa do Mundo e campanha eleitoral, o Congresso Nacional deve ficar deserto em breve.

Alcolumbre ainda possui a chave da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde ocorrem as sabatinas. Ele pode simplesmente ignorar o envio do nome e impedir que o processo avance para o plenário.

Enquanto isso, a base aliada de Lula (PT) prepara o discurso de que o Senado boicota a gestão federal. Um acordo direto entre o presidente e o chefe do Legislativo é a única via de saída para o impasse.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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