Política
19/03/2026
A vida imita a arte, né? Pois é: termina uma novela, começa outra.
Nem bem acabou “Éramos Seis” — mais ou menos o número de votos que o governo do PT tinha garantidos na agora enterrada eleição indireta na Assembleia —, já entrou em cartaz “Chocolate com Pimenta”: a disputa para saber quem vai substituir Fátima Bezerra na corrida ao Senado.
Três nomes concentram a atenção do distinto público:
Natália Bonavides, Samanda Alves e Thabatta Pimenta (já escalada no título do folhetim).
Vamos por partes.
Após a eleição em Natal, Natália Bonavides não quer enfrentar uma nova disputa majoritária. Ponto.
A deputada federal tem uma reeleição bem encaminhada, com ares de campeã de votos. Não pretende sair dessa zona de conforto antes de 2030, quando o PT deverá, inevitavelmente, passar por uma fase de renovação de suas lideranças.
Samanda Alves se confunde com a imagem de Fátima Bezerra. A vereadora de Natal é cria política da governadora. Se depender da vontade da líder petista, será ela a escolhida para a peleja eleitoral.
Por óbvio, Samanda já colocou o nome à disposição do partido que preside.
Thabatta Pimenta é um fenômeno da política local. Cortejada por Lula em uma de suas visitas ao Estado — quando foi convidada a se filiar ao PT —, a vereadora já declarou que toparia disputar o Senado caso Fátima não estivesse no páreo.
A pergunta que ecoa nos bastidores é direta:
— E agora, Thabatta? Vai encarar?
Por enquanto, ela se diz pré-candidata à Câmara Federal.
A janela partidária está aberta. Resta saber se a direção local do PSOL vai liberá-la para o movimento.
A tendência é que “Chocolate com Pimenta” tenha curta duração. A governadora prometeu anunciar o nome do PT ao Senado nos próximos dias.
Meu palpite? A escolha já foi feita: Samanda Alves — por uma razão simples, mas decisiva — confiança.
Vem aí a próxima novela das nove: “Saramandaia”.
Desculpe o trocadilho.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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