Tarcísio de Freitas admite disputar Presidência em 2030 e defende resultado das urnas

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Divulgação/Governo de São Paulo
Tarcísio de Freitas admite disputar a Presidência da República em 2030.

Política

29/10/2026

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030. Em entrevista ao Estadão, publicada nesta quinta-feira (29), ele também revelou que aconselhou Flávio Bolsonaro (PL) a permanecer no Brasil após a derrota eleitoral e defendeu o respeito ao resultado das urnas.

Reeleito governador, Tarcísio afirmou que sua prioridade é cumprir um bom segundo mandato, mas não descartou uma candidatura presidencial.

“Terminando bem o segundo mandato, obviamente, abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo”, declarou.

Sobre a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, Tarcísio revelou que participou de uma reunião com advogados e o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial, na qual todos recomendaram que o candidato derrotado permanecesse no país.

“O conselho que nós demos a ele — os advogados, eu, Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas — foi que ficasse”, afirmou.

Segundo o governador, Flávio havia assegurado que não deixaria o Brasil. Apesar de considerar equivocada a saída, Tarcísio evitou condenar o aliado e classificou como intimidação a determinação judicial para entrega dos passaportes.

Ao comentar a carta em que Flávio questionou a legitimidade da eleição, Tarcísio foi categórico: “A eleição acabou e, agora, é preciso olhar para a frente”.

O governador reconheceu a vitória de Lula e defendeu uma oposição responsável, embora tenha acusado o governo federal de abuso de poder político e econômico durante a campanha. Para ele, eventuais irregularidades devem ser questionadas na Justiça Eleitoral, sem contestação à soberania do voto popular.

“Não cabe contestar o resultado das urnas. Nós somos democratas. O resultado das urnas é soberano”, afirmou.

Tarcísio atribuiu a derrota de Flávio à capacidade do PT de mobilizar eleitores, explorar o medo e utilizar a máquina pública. Também criticou o que chamou de pacote excessivo de gastos governamentais na reta final da eleição.

Sobre o futuro da direita, o governador defendeu a preservação do legado político de Jair Bolsonaro, mas sinalizou a necessidade de ampliar a articulação da oposição. Citou Rogério Marinho e outros governadores como lideranças importantes nesse processo.

Na avaliação de Tarcísio, o equilíbrio fiscal e a segurança pública deverão ocupar o centro da atuação oposicionista nos próximos quatro anos.

A entrevista coloca o governador paulista entre os possíveis protagonistas da sucessão presidencial de 2030, num momento em que a direita busca reorganizar suas lideranças após a derrota de Flávio Bolsonaro e sua saída do país.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.

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