Justiça
10/07/2026
O TJ (Tribunal de Justiça) está sob a lupa do STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte potiguar integra um grupo de sete tribunais estaduais que precisaram explicar pagamentos acima do teto do funcionalismo.
Segundo informações do jornal O Globo, o tribunal potiguar alegou que as cifras extras são verbas indenizatórias. Por conta dessa natureza, os montantes ficam livres do limite imposto pela Constituição Federal.
O STF deu um prazo de 48 horas para o envio de dados detalhados das folhas de pagamento de abril a julho deste ano. A exigência partiu dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
De acordo com a justificativa do TJ, os repasses englobam férias não gozadas e abono de permanência. Esse abono é concedido a magistrados que continuam na ativa mesmo reunindo condições para se aposentar.
A cobrança ocorre após o Supremo definir, em março, que os penduricalhos indenizatórios não podem passar de 35% do salário dos juízes. Além do Rio Grande do Norte, responderam à corte as Justiças do DF (Distrito Federal), RJ (Rio de Janeiro), MA (Maranhão), PR (Paraná), RO (Rondônia) e RS (Rio Grande do Sul).
Até a conclusão do texto jornalístico original, apenas o tribunal de Goiás não havia entregado suas justificativas. Agora, o material completo passa por análise dos ministros do STF para verificar o cumprimento das regras.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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