Mundo
06/04/2026
O relógio está correndo e o clima entre Washington e Teerã é de faca nos dentes. Um plano para encerrar a pancadaria entre os Estados Unidos e o Irã está na mesa, mas o aperto de mãos ainda parece distante.
O presidente Donald Trump já avisou que sua paciência tem prazo de validade. Ele ameaçou intensificar os bombardeios caso o Irã não aceite os termos e libere a navegação até as 20h de amanhã (7).
A proposta de paz apresentada aos países prevê um cessar-fogo imediato como primeiro passo. Depois disso, um acerto mais robusto seria assinado em até 20 dias para selar o fim definitivo das hostilidades.
Teerã, porém, resolveu peitar a pressão americana e negou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. Por ali passa um quinto do petróleo mundial, o que explica o salto nos preços do barril e o nervosismo global.
O governo iraniano afirma que não aceitará prazos impostos enquanto avalia o esboço do plano. Para os iranianos, os EUA não demonstram disposição real para um pacto que seja permanente.
Nos bastidores, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, tenta apagar o incêndio diplomático. Ele passou a noite em contato com o vice-presidente americano JD Vance e o chanceler iraniano Abbas Araqchi.
Enquanto a diplomacia patina, as bombas continuam caindo em solo iraniano e no Líbano. A ofensiva liderada por Washington e Israel já dura cinco semanas e deixou um rastro de destruição em larga escala.
A guerra já custou a vida de 3.540 pessoas no Irã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. Ele foi substituído por seu filho, Mojtaba, após os ataques certeiros contra o comando do regime.
O grupo de direitos humanos HRANA relata que centenas de crianças estão entre os mortos. Em Israel, mísseis iranianos também deixaram vítimas em Haifa nesta segunda-feira.
Do lado dos Emirados Árabes Unidos, o alerta é sobre a segurança regional a longo prazo. O governo local exige que qualquer acordo limite o programa nuclear e o uso de drones pelo Irã.
Trump usou sua rede social para deixar claro que a infraestrutura energética iraniana é o próximo alvo. Resta saber se o ultimato vai forçar o acordo ou uma nova chuva de mísseis sobre o Golfo.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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