Universidades brasileiras caem em ranking das melhores do mundo por baixo desempenho

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Cícero Oliveira/UFRN
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte acompanhou a tendência negativa e desceu para o 959º lugar.

Educação

01/06/2026

O Brasil amargou uma queda generalizada no ranking das melhores universidades do mundo de 2026. Ao todo, 45 das 52 instituições nacionais perderam posições na lista global.

O tombo atingiu 87% das escolas avaliadas pelo CWUR (Centro para Rankings Universitários Mundiais). Os principais motivos do revés são o baixo desempenho em pesquisa e a forte concorrência externa.

A USP (Universidade de São Paulo) segue na liderança nacional, mas perdeu um posto e agora ocupa o 119º lugar no planeta. Logo atrás, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) despencou 15 posições, caindo para a 346ª colocação.

A Unicamp (Universidade de Campinas) também recuou dez degraus e parou no 379º posto mundial. No Nordeste, a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) acompanhou a tendência negativa e desceu para o 959º lugar.

O presidente do órgão avaliador criticou severamente o cenário atual do país. "O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos", avalia o Dr. Nadim Mahassen.

No topo do mundo, a Universidade Harvard manteve a coroa pelo 15º ano seguido. Apesar do domínio no topo, os Estados Unidos sentiram o golpe e viram 252 de suas instituições recuarem.

O fenômeno positivo da vez é a China, impulsionada por investimentos contínuos no ensino superior. Quase todas as universidades chinesas subiram na tabela, somando 360 nomes na lista e superando os americanos.

A Europa também vive dias difíceis, registrando perdas generalizadas no Reino Unido, França e Alemanha. Para montar a lista, a entidade analisa dados concretos sem usar pesquisas de opinião.

O peso maior da nota fica com o setor de pesquisa, que responde por 40% da avaliação total. O restante da pontuação mede a qualidade da educação, empregabilidade e o nível do corpo docente.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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