Política
10/09/2026
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta quinta-feira (10) que poderá apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, mas condicionou a decisão a esclarecimentos sobre o financiamento do filme “Dark Horse”.
A declaração foi dada horas depois de a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produção.
Flávio Bolsonaro não é alvo da operação, mas aparece em outra investigação relacionada à captação de recursos para o filme, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL), e à relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
"Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do 'Dark Horse'. Ele tem que pegar o meu plano de governo e, num cartório, assinar que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas para votar nele", afirmou durante agenda de campanha em São Paulo.
Flávio tem sustentado que os repasses milionários ao filme foram um patrocínio privado e não envolveram irregularidades. Cury, porém, disse que ainda existem pontos a serem esclarecidos.
"Ele [Vorcaro] estava com tornozeleira eletrônica e [Flávio] foi lá pedir uma parte do dinheiro que ainda devia. Essa promiscuidade com o Banco Master tem que ser resolvida doa a quem doer. Porque o Brasil não pertence a um grupo de pessoas, pertence a 210, a 213 milhões de brasileiros", declarou.
Cury também descartou apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. "Eu não vou apoiar o Lula, claramente, no segundo turno. Eu creio que vou estar num segundo turno fortemente com meu time. E o pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura", afirmou.
Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (8) colocou Cury com 8% das intenções de voto, na terceira posição no primeiro turno. Lula aparece com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas