Justiça
06/05/2026
O STF (Supremo Tribunal Federal) acumula 14 julgamentos suspensos por empate em seu plenário virtual. O impasse se mantém porque a Corte opera com dez ministros, um a menos que o time titular regular.
A vaga está aberta desde outubro de 2024, após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Na semana passada, o Senado barrou a indicação de Jorge Messias para ocupar a cadeira.
Sem um 11º voto para desempatar as sessões, temas cruciais seguem no limbo jurídico. O cadastro nacional de pedófilos e regras de aposentadoria no serviço público figuram entre os itens travados.
Além dos empates, o futuro ministro herdará 684 processos que pertenciam ao gabinete de Barroso. Esse volume acumulado gera um desequilíbrio na distribuição de novas ações entre os gabinetes que seguem ativos.
O bloqueio atinge desde punições por improbidade em São Paulo até questões fiscais no Acre. O licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul também aguarda uma definição final do plenário.
O Palácio do Planalto ainda não definiu um prazo para sugerir um novo nome ao Senado. Enquanto o governo federal não se mexe, a insegurança jurídica se prolonga no tribunal.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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