Política
06/05/2026
Carlos Eduardo Alves recebeu um verdadeiro “chega para lá” da cúpula do União Brasil.
A justificativa de que não há dinheiro para bancar uma candidatura ao Senado — “porque a direção nacional do União Brasil decidiu priorizar a eleição de deputados federais e governadores”, como registra o comunicado do ex-prefeito de Natal — é risível.
Quando há vontade política e interesse real em um projeto, os recursos aparecem — arranja-se o dinheiro. Basta querer.
Quem engorda o caixa de qualquer sigla é o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. É fato — e, até certo ponto, compreensível.
Além da temida cláusula de barreira, a quantidade de deputados federais define a partilha de dois pilares fundamentais: o fundo partidário e o fundo eleitoral.
Uma cadeira no Senado, porém, não pode ser tratada como algo desprezível ou dispensável.
Afinal, além de propor leis e representar os estados, um senador tem como prerrogativas aprovar autoridades e julgar crimes de responsabilidade em casos de impeachment — o de ministros do STF, vale lembrar, é sonho de consumo da direita brasileira.
Portanto, o Senado é o céu — já dizia Agenor Maria, ex-senador do Rio Grande do Norte, do alto da sua simplicidade.
Pois bem. O União Brasil abriu mão da disputa e deixou Carlos Eduardo Alves na rua da amargura.
Allyson Bezerra afirmou que “não houve veto” ao ex-prefeito na chapa ao Senado — tese que circulou com força no entorno da senadora Zenaide Maia, pré-candidata à reeleição.
Fica difícil acreditar que não houve.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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