Brasil
15/06/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. A medida moderniza a política do setor e diversifica as fontes de financiamento das frotas urbanas.
A Lei nº 15.432/2026 saiu neste domingo (14), em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). O texto quebra o modelo antigo, onde o passageiro bancava quase todo o custo da passagem.
Agora, o setor pode usar verbas de publicidade e da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) Combustíveis para baratear as viagens. Esse tributo federal incide sobre o petróleo e seus derivados.
A nova legislação também abre caminho para debates sobre a tarifa zero nas cidades. Além disso, o texto foca na transição para energias renováveis e na integração das linhas.
O marco fixa padrões de qualidade que exigem pontualidade, conforto, segurança e acessibilidade. A renda das empresas de ônibus poderá ser atrelada ao bom desempenho do serviço.
Lula barrou alguns trechos do projeto original para proteger as contas públicas. O Palácio do Planalto temia novos gastos obrigatórios e riscos para os cofres do governo.
Foram cortados os pontos que obrigavam estados e municípios a pagar 100% das gratuidades. Dispositivos que vinculavam subsídios à receita das empresas também saíram do texto.
“A avaliação foi de que essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão de recursos e colocar em risco benefícios já concedidos à população”, informou a Presidência. O governo garantiu que os vetos não proíbem os descontos na passagem.
“O que foi retirado foi a obrigatoriedade desse custeio e o prazo para adequação, medidas que poderiam inviabilizar o modelo atualmente adotado por diversos entes federativos e gerar instabilidade no sistema”, declarou o Executivo.
O Planalto vetou a isenção obrigatória de pedágio para ônibus em estradas estaduais e municipais. A intenção foi blindar a autonomia política e financeira das províncias e cidades.
Por fim, caiu a regra que destinava 60% da Cide Combustíveis apenas para áreas urbanas. O corte impede despesas fixas e mantém a maleabilidade do orçamento federal.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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