Economia
19/08/2026
O Rio Grande do Norte destina apenas R$ 61 de cada R$ 100 gastos com pessoal para quem está trabalhando. Os R$ 39 restantes cobrem aposentadorias, pensões e terceirizações.
Essa proporção é a menor da região Nordeste e a sexta menor em todo o país. O dado integra o estudo Raio-X da gestão de pessoas, divulgado na imprensa nacional.
A principal causa é a distorção na folha do funcionalismo público estadual. O estado conta atualmente com 63 mil aposentados e pensionistas frente a 54 mil funcionários na ativa.
O desequilíbrio cria uma pirâmide invertida na Previdência local. Existem mais pessoas recebendo benefícios do que servidores contribuindo para o sistema.
O rombo financeiro é coberto diretamente pelo Tesouro Estadual. Em 2025, o déficit nas contas previdenciárias ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões.
O peso da previdência compromete as finanças públicas potiguares. A função respondeu por 34% de todas as despesas estaduais no ano passado, liderando o ranking nacional.
Além disso, o governo estadual ultrapassou o teto da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). O Executivo aplicou 56,12% da RCL (Receita Corrente Líquida) Ajustada com pessoal, superando o limite legal de 49%.
Para tentar conter a crise, o governo anunciou um plano de reestruturação. A proposta inclui novas obrigações patronais para os demais Poderes estaduais.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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