Economia
18/03/2026
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. É o primeiro corte desde maio de 2024.
A decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.
Segundo o Copom, a medida é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta, ao mesmo tempo em que busca suavizar oscilações da atividade econômica e estimular o emprego.
Apesar do início do ciclo de queda, o Banco Central adotou tom cauteloso e não sinalizou novos cortes nas próximas reuniões.
O motivo está no cenário internacional. A escalada de conflitos no Oriente Médio elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril — patamar bem superior aos cerca de US$ 72 registrados antes da crise.
Esse movimento já pressiona os custos de combustíveis e pode contaminar a inflação no Brasil, mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras até o momento.
O Copom destacou que os efeitos do conflito sobre a inflação são diretos e indiretos, especialmente via commodities e cadeias globais de suprimento. Diante disso, os próximos passos dependerão de novas informações sobre a intensidade e a duração da crise.
Na avaliação do comitê, o cenário de riscos — tanto de alta quanto de baixa para a inflação — se tornou mais elevado desde o início das tensões no Oriente Médio.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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