Mundo
30/03/2026
Donald Trump subiu o tom hoje (30) contra o governo iraniano. O presidente dos Estados Unidos prometeu destruir alvos cruciais de energia e petróleo se um acordo não sair "em breve".
A ameaça foca na ilha de Kharg, ponto por onde passa 90% da exportação de óleo de Teerã. Trump usou sua rede social para avisar que a "agradável" permanência americana no país pode terminar em explosões.
"Encerraremos nossa “agradável” permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg", disparou o republicano. Ele também mencionou possíveis ataques contra usinas de dessalinização.
Para o bilionário, o ataque seria uma revanche pelos soldados mortos em décadas de conflito. Ele ainda exigiu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz para o comércio mundial.
Do outro lado, o Irã não parece disposto a ceder facilmente. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, classificou as exigências de Washington como "fora da realidade e excessivas".
Baghaei negou conversas diretas e disse que apenas mensagens via intermediários foram trocadas. Ele questionou se o governo americano realmente leva a diplomacia a sério neste momento.
Trump, por sua vez, afirma que as tratativas via Paquistão estão avançando. Ele chegou a dizer ao jornal "Financial Times" que seu Exército poderia simplesmente "pegar o petróleo" iraniano.
O clima de otimismo de Trump contrasta com a resistência de Teerã. O presidente americano insiste que negocia com um "novo regime", embora não existam provas de troca de poder no país persa.
A guerra entre as duas nações já entrou em seu segundo mês de duração. O anúncio de hoje marca uma expansão perigosa nas intenções militares da Casa Branca.
Trump também mencionou o Departamento de Segurança Interna em eventos recentes para reforçar o foco na proteção interna. Enquanto isso, o mundo observa o risco de um apagão energético no Oriente Médio.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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